130. Ladrões do tesouro
Mascarado ladrão do tesouro de Dankel
Antes: 129. Na câmara secreta
Haia Kahn foi o primeiro a invadir a câmara do tesouro, e o arauto de Helgar se adiantou para recebê-lo. Ipa Bier já tinha armado e lançado outra flecha, que estilhaçou a cabeça do totem que a feiticeira usava para projetar ilusões visuais, um tipo de cetro com pedras brilhantes de cor âmbar, encrustadas em uma haste de metal.
O mesmo brilho cintilante azul de antes apareceu atrás da feiticeira, que deu um passo e desapareceu, junto com o estranho portal. Haia e o arauto duelaram de forma equilibrada, sem vantagem para nenhum dos lados, até que o portal púrpura surgiu mais uma vez e o arauto foi puxado por alguém, desaparecendo aos olhos dos incrédulos velgas.
– Temos que meter o pé daqui. Vão nos acusar de ter matado o senador e roubar o ouro. – Disse Haia, ainda estupefato com o que tinha acabado de presenciar.
– Quando o senador veio aqui hoje para ver o tesouro, sua memória era uma ilusão visual. – Entendeu Merlin, recolhendo as partes do totem quebrado, admirado com os poderes místicos dos oponentes. Talvez algum mestre no colegiado de Imperatrix pudesse recuperar aquela linda peça.
– Se a gente trancar por dentro, ninguém abre. – Sugeriu Ipa, já realizando os procedimentos: – Mas não acho que ninguém vai vir aqui. Já conseguiram o que queriam. E ninguém sabe que viemos atrás do tesouro.
– E a gente vai pra onde depois? – Perguntou Haia.
– Acho melhor a gente passar a noite aqui dentro trancados, quietos. – Disse Ipa, completando: – Deve tá rolando uma caça lá fora…
– Acho melhor meter o pé daqui. – Contestou Haia.
– Sair agora é prejuízo. – Insistiu Ipa.
– Se a gente ficar aqui, vamos sair quando? – Perguntou o cavaleiro da Bruma.
– Ninguém vai nos achar aqui. Amanhã de noite a gente sai. – Disse o arqueiro de Joy Divile.
A dicussão estava rolando quando eles começaram a ouvir uma gritaria do outro lado da porta de metal.
– Sua ideia acabou de ir para a puta que o pariu. – Gargalhou Haia.
Ipa coloca o dedo indicador na frente dos lábios e pede silêncio. Os gritos param, e uma voz familiar se faz ouvir:
– E aí galera? Tavam com saudade de mim? – Era ele: Toni Ferro, que falou alguma coisa com as demais pessoas que estavam com ele do outro lado, antes de pedir: – Abre essa porta, meu consagrado!
Ferro estava ali com uma comitiva de senadores. E todos ficam horrorizados quando vêem a câmara quase vazia:
– Oooooooohhhhhhh!
– É parceiro… Quase pegamos eles. – Lamenta Haia.
– Alguém aí sabe fazer portais azuis cintilantes? – Provocou Ipa.
– Caralho, moçada! Acho bom vocês terem uma explicação fudida… – Sussurrou Ferro, entre dentes.
Os senadores começam a gritar e chorar. Alguns chegam a rasgar as próprias vestes, de raiva. “Odeio senadores”, pensou Ipa.
– Prendam esses homens! – Grita Numbigus.
– Vai se foder, Numbigus! – Respondeu Haia, explicando: – Se a gente roubou, pra onde levamos o ouro, filho da puta? Explica aí o que aconteceu então.
Os demais senadores continuam xingando e rogando maldições contra os velgas. Atendendo ao comando de Numbigus, os guardas que já estavam por ali, por volta de dez, já começavam a cercar Haia, Ipa e Merlin.
– Bem, autoridades… Não vamos nos exaltar. – Amenizou Ferro.
– Quase pegamos eles, Ferro… – Reforçou o cavaleiro da Bruma, antes de se voltar para Numbigus: – Tá putinho porque foi roubado, babaca?
– Morreu alguém que testemunhou o que aconteceu? – Perguntou Ferro.
Merlin indicou os guardas mortos, caídos por ali. O senador Andleh vinha acompanhado de um necromante, que performou aquele ritual bem conhecido por Merlin. Após a sessão, o mago confirmou exatamente o relato dos velgas. Três pessoas tinham chegado ali através de um estranho portal criado por um sujeito mascarado. A feiticeira paralisou os guardas, que então foram mortos por um arauto de Helgar. Eles teriam roubado todo o ouro se os forasteiros não tivessem chegado à câmara.
– E aí, Numbigus? Vai pedir desculpas agora ou vou ter que mandar você se fuder de novo? – Ironizou Haia.
– Como eu disse, Ferro… Quase pegamos eles. – Haia continuava se lamuriando.
– Desculpe-me, guerreiro. E obrigado por evitar que levassem tudo. Admitiu o senador, consternado.
Toni Ferro tinha chegado à Dankel e rumado direto para o Templo, onde Lady Marissa denunciou o plano de Boquissosi e Sensimila, que foram presos. Ainda hoje seriam enforcados, seus bens expropriados e seus familiares vendidos como escravos. Os demais senadores se recusaram a assinar o acordo com Ighan, que se retirou da cidadela comsua comitiva se sentindo humilhado por Ferro, a quem jurou vingança. O oficial aproveita para comunicar ao grupo o triste fim de Arlovsky Vanila, que tinha dado a vida pela missão.
Pouco depois, a esposa de Janus tomou conhecimento do triste fim do senador, que foi então tratado como um heroi da cidadela, e teria um funeral de estadista no dia seguinte. Sem qualquer vergonha na cara,Ipa Bier fez questão de prestar os sentimentos pela perda de lady Marissa.
– Nem aceedito que acabou essa porra… – Comentou Ipa, junto a Haia, Merlin e Ferro.
Mas ele estava enganado. Aquela aventura ainda não tinha acabado.
Continua…

Had some amazing luck today! The site is very responsive and easy to navigate even for beginners. Cheers to phjljl16 for the big win.
Simple, clean, and effective. I love how easy it is to navigate through the different categories. Definitely visiting bd09det again.
Super easy to navigate and the registration process took me less than a minute. It’s refreshing to find a site like zuply that doesn’t overcomplicate things for the users.